O Nordeste poderá ganhar um novo impulso na infraestrutura de transporte de cargas com a recuperação e modernização da hidrovia do Rio São Francisco. A princípio, o projeto prevê R$ 300 milhões em investimentos federais.
O Nordeste poderá ganhar um novo impulso na infraestrutura de transporte de cargas com a recuperação e modernização da hidrovia do Rio São Francisco. A princípio, o projeto prevê R$ 300 milhões em investimentos federais ao longo dos próximos nove anos para melhorar as condições de navegação em um trecho de 1.371 quilômetros que conecta os municípios de Pirapora, em Minas Gerais, e Petrolina, em Pernambuco, passando pela Bahia.
O acordo ocorreu nesta quarta-feira (4), em Brasília, entre o Ministério de Portos e Aeroportos e o governo da Bahia. Com a parceria, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) assumirá a gestão da hidrovia por 25 anos. Dessa forma, substitui o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nas atribuições relacionadas à administração da via navegável.
A princípio, a expectativa é que as primeiras obras comecem no segundo semestre de 2027. Assim, a iniciativa pretende ampliar a segurança da navegação, facilitar o transporte fluvial e criar condições para retomar a circulação comercial de cargas pelo Velho Chico.

Hidrovia do São Francisco vai conectar três estados
Com 1.371 quilômetros de extensão, a hidrovia atravessa áreas de Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. O trajeto liga Pirapora, no território mineiro, a Petrolina, no Sertão pernambucano, passando por importantes regiões produtoras.
O projeto também contempla a Eclusa de Sobradinho e instalações portuárias públicas de pequeno porte. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, aproximadamente 11,5 milhões de pessoas poderão ser beneficiadas pela iniciativa. Ao mesmo tempo, a recuperação da estrutura hidroviária poderá ampliar as alternativas de transporte para produtos agrícolas e minerais, reduzindo a dependência exclusiva das rodovias em parte do escoamento da produção regional.




