Quais seres conseguem sobreviver no frio extremo, num vulcão ativo da Antártica ou no mar profundo? E como eles fazem isso? As respostas para grandes questões relacionadas aos limites da vida na Terra e fora dela podem estar em seres microscópicos. O que esses microrganismos extremófilos – ou seja, adaptados a ambientes extremos – têm a revelar move a pesquisa de cientistas como a microbiologista Amanda Bendia, professora do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).
“Estudar esses seres abre várias frentes de pesquisa. Uma é entender como a vida sobrevive em ambientes tão inóspitos. A outra é pensar que, se temos seres que sobrevivem nessas condições, seria possível encontrar vida fora da Terra em ambientes parecidos? Como em Marte ou em luas geladas como Europa, que orbita Júpiter? Usamos os extremófilos como modelos para entender tudo isso, e buscar elementos de vida extraterrestre”, explica a pesquisadora.
Amanda investiga essas pistas à frente de dois projetos. Num deles, estuda as arqueias, tipos de microrganismos unicelulares, como modelos para entender a evolução da vida terrestre e extraterrestre. “Nesse projeto, ligado ao Instituto Serrapilheira, estudamos o oceano profundo do Brasil e a subsuperfície terrestre em cavernas, pesquisando como os microrganismos se adaptam a esses ambientes de escuridão e baixa disponibilidade de nutrientes”, conta




