O impacto desse modelo de negócios tirou o endereço de um cenário de crise para a ocupação quase que total, segundo a CDL.
A expansão do varejo popular de preço único e baixo custo, apelidado de “estilo feira”, transformou o cenário econômico e imobiliário da região da Rua Floriano Peixoto, no Centro de Fortaleza.
Impulsionado por estabelecimentos com artigos que variam de R$ 5 a R$ 29,90, o corredor comercial atrai grande público e reocupou rapidamente imóveis que antes acumulavam placas de “aluga-se”.
O impacto desse modelo de negócio tirou a rua de um cenário de crise para a ocupação quase que total, segundo o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Assis Cavalcante. De acordo com ele, o movimento de retomada foi liderado inicialmente por comerciantes asiáticos.
“Na Floriano Peixoto, há cerca de dois anos, 50% das lojas estavam fechadas. Chegou um empreendedor asiático e colocou uma loja de ‘tudo R$ 29,90’. Depois chegou outro ao lado e botou ‘tudo por R$ 19,90’. Resultado: hoje, não tem nenhuma loja fechada. Basicamente, está tudo alugado”, observa. O modelo também contou com o suporte de intervenções urbanas, como a conversão de uma faixa de passeio alargado em vagas de Zona Azul e a permissão de abertura aos domingos.
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O que está por trás do sucesso desse negócio?
O modelo de formato de “preço único” e de mercadorias em caixa faz sucesso porque viabiliza a redução de despesas fixas operacionais. As lojas abrem mão de estandes, gôndolas e vitrines elaboradas.
O comércio funciona de forma simplificada, utilizando os próprios caixotes de transporte e pilhas de mercadorias no chão para acelerar a reposição e a decisão do cliente.
O comerciante Luis Costa, proprietário de uma loja de R$ 5 na Floriano Peixoto, próxima à Praça do Ferreira, exemplifica a dinâmica na prática. Seu estabelecimento oferece de utilidades domésticas a brinquedos e maquiagens.
“Isso é exatamente para reduzir custos. Quando o produto fica nas caixas, evitamos uma série de horas de trabalho desembalando e organizando em prateleiras. Quando isso é otimizado, a velocidade é muito maior: caixa chega, caixa vai”, explica.




