Durante séculos, os europeus acreditaram que todos os cisnes do mundo eram brancos. A expressão “cisne negro” foi usada para descrever algo que não existia. A espécie foi documentada por exploradores holandeses na Austrália em 1697, mas até hoje acredita-se em lendas, superstições e outros babados extra-sensoriais. Criada por Nassim Taleb para eventos raros e de grande impacto, a lenda do Cisne Negro pode parecer que é a mais aplicável ao impasse que estamos vivendo.
Agora não adianta criticar ou atribuir aos espíritos, mandingas ou “trabalhos” era para terem criado um cerceamento efetivo ao avanço dos canhotinhas, ou terem vigiado melhor os escrutinadores dos boletins vindos do interior.
Em vez de tentar prever o imprevisível, O Brasil precisa aprender a driblar os resultados insatisfatórios, a partir de agora os investimentos devem ser construídos com foco, para resistir a choques severos ou até nos beneficiarem deles. Temos que trabalhar mais no pré e não no pós. Quer queiram ou não ainda somos a terra com maior potencial para produzir proteína alimentar, para dar e vender. Abandonem a questão da cor, e juntem-se ao Ellon Musk que tem muito mais força que nós para resolvermos a questão da fome.
Jorge Machado – redator




