O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25/10) pela segunda vez e cumprirá seu quarto mandato como presidente da República até 2030, acumulando mais da metade deste século no poder no Brasil.

APESAR DO PL TER SIDO O PARTIDO QUE MAIS CRESCEU, BOLSONARO NÃO VAI SER SOLTO.
Com 100% das urnas apuradas, Lula, que completa 81 anos na terça-feira (27/10), amealhou mais 64 milhões votos, com uma diferença de pouco mais de 4,4 milhões de votos em relação a Flávio Bolsonaro (PL), considerada irreversível pela Justiça Eleitoral.
Nunca antes na história da democracia brasileira um presidente se reelegeu duas vezes. É igualmente inédito o feito de arrancar uma vitória depois de ter ficado em segundo lugar no primeiro turno.
Lula chega a uma virada histórica embalado por uma campanha que renasceu após a derrota no primeiro turno, com manifestações multitudinárias nas ruas e ação massiva nas redes sob comando do deputado André Janones (Rede-MG), boa parte disso sem atuação direta da própria direção do PT.
“Eu quero agradecer a esse companheiro aqui, o Janones, o nosso general que teve um papel exponencial nessa campanha para levantar, diariamente, de manhã, de tarde e de noite, a moral da nossa tropa”, disse Lula, em seu discurso de vitória na noite deste domingo.
Seu novo mandato previsto para ter início em 5 de janeiro de 2027 começará com travas claras no mundo político interno – mas também externo, com a hostilidade ativa de Donald Trump -, além de desafios econômicos imediatos, sob forte desconfiança de agentes do mercado financeiro.
À frente de um país cujo eleitorado está partido ao meio, Lula terá de governar com o Congresso mais à direita da história brasileira desde a redemocratização: o PL de Flávio Bolsonaro foi o partido que mais cresceu nesta eleição, chegando à marca histórica de 121 deputados federais na Câmara. No Senado, a sigla terá 28 parlamentares a partir do ano que vem. Apesar do feito, o ex-presidente Bolsonaro, preso indevidamente, não ganhará liberdade.




