Localizado em Fortaleza dos Nogueiras, no sul do Maranhão, sítio paleontológico reúne pelo menos 78 pegadas fossilizadas de dinossauros do período Jurássico. Registros foram destaque em estudo científico internacional e podem ser conhecidos por meio de trilha guiada.
Além da importância para a ciência, as pegadas se tornaram um atrativo para quem deseja conhecer outro lado da Chapada das Mesas: o de uma região que, milhões de anos antes das paisagens atuais, era habitada por animais pré-históricos.
Descoberta ganhou destaque internacional
As pegadas foram encontradas no início de 2024, durante um trabalho de mapeamento de atrativos turísticos às margens do Rio Mosquito, em Fortaleza dos Nogueiras. Segundo a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), um profissional da área de turismo identificou marcas incomuns nas rochas e procurou o professor Manuel Medeiros, do Departamento de Biologia da instituição.
Conhecida pelas cachoeiras, cânions e piscinas naturais, a região da Chapada das Mesas, no sul do Maranhão, também guarda vestígios da pré-história. Em Fortaleza dos Nogueiras, turistas podem conhecer pegadas fossilizadas de dinossauros preservadas em rochas de um sítio paleontológico localizado no Tangará Ecopark.

Os registros estão localizados no Tangará Ecopark, que abriga um sítio paleontológico onde pesquisadores identificaram pelo menos 78 pegadas de dinossauros, distribuídas em sete áreas de afloramento rochoso. A visitação orientada também é uma medida de preservação. Como os fósseis fazem parte de um patrimônio científico, o controle de acesso busca evitar danos às superfícies que guardam as marcas dos animais pré-históricos.
A descoberta foi tema de um estudo científico publicado em junho de 2025 na revista internacional Italian Journal of Geosciences, com participação de pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e de outras instituições brasileiras. Uma equipe multidisciplinar formada por pesquisadores da UFMA, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de outras instituições se debruçam sobre as descobertas.
O resultado foi publicado no artigo científico Jurassic dinosaurs from Brazil: the footprints from Parnaíba Province, Mosquito Formation, que integrou uma edição especial da revista italiana dedicada aos 200 anos dos estudos científicos sobre dinossauros.
A pesquisa identificou cinco padrões diferentes de pegadas, chamados de morfotipos, com variações de tamanho e formato. Algumas apresentam marcas de três dedos e vestígios de garras.




