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Maranhão

Pegadas de dinossauros são atração na região da Chapada das Mesas, no MA

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Localizado em Fortaleza dos Nogueiras, no sul do Maranhão, sítio paleontológico reúne pelo menos 78 pegadas fossilizadas de dinossauros do período Jurássico. Registros foram destaque em estudo científico internacional e podem ser conhecidos por meio de trilha guiada.

Além da importância para a ciência, as pegadas se tornaram um atrativo para quem deseja conhecer outro lado da Chapada das Mesas: o de uma região que, milhões de anos antes das paisagens atuais, era habitada por animais pré-históricos.

Descoberta ganhou destaque internacional

As pegadas foram encontradas no início de 2024, durante um trabalho de mapeamento de atrativos turísticos às margens do Rio Mosquito, em Fortaleza dos Nogueiras. Segundo a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), um profissional da área de turismo identificou marcas incomuns nas rochas e procurou o professor Manuel Medeiros, do Departamento de Biologia da instituição.

Chapada das Mesas Maranhão - Expedição Outubro - Top Trip Adventure

Conhecida pelas cachoeiras, cânions e piscinas naturais, a região da Chapada das Mesas, no sul do Maranhão, também guarda vestígios da pré-história. Em Fortaleza dos Nogueiras, turistas podem conhecer pegadas fossilizadas de dinossauros preservadas em rochas de um sítio paleontológico localizado no Tangará Ecopark.

O que fazer na Chapada das Mesas: cachoeiras, trilhas e passeios

Os registros estão localizados no Tangará Ecopark, que abriga um sítio paleontológico onde pesquisadores identificaram pelo menos 78 pegadas de dinossauros, distribuídas em sete áreas de afloramento rochoso. A visitação orientada também é uma medida de preservação. Como os fósseis fazem parte de um patrimônio científico, o controle de acesso busca evitar danos às superfícies que guardam as marcas dos animais pré-históricos.

Pesquisadores da UFRJ e da UFMA estiveram no Sul do Maranhão analisando pegadas de dinossauros encontradas na região. A descoberta foi destaque em uma reportagem especial que já foi exibida, mostrando a

A descoberta foi tema de um estudo científico publicado em junho de 2025 na revista internacional Italian Journal of Geosciences, com participação de pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e de outras instituições brasileiras. Uma equipe multidisciplinar formada por pesquisadores da UFMA, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de outras instituições se debruçam sobre as descobertas.

O resultado foi publicado no artigo científico Jurassic dinosaurs from Brazil: the footprints from Parnaíba Province, Mosquito Formation, que integrou uma edição especial da revista italiana dedicada aos 200 anos dos estudos científicos sobre dinossauros.

A pesquisa identificou cinco padrões diferentes de pegadas, chamados de morfotipos, com variações de tamanho e formato. Algumas apresentam marcas de três dedos e vestígios de garras.

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