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Nordeste

TCU autoriza devolução de quase 3 mil km de ferrovias no Nordeste

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TCU autoriza acordo para devolver 2.951 km de ferrovias no Nordeste. Indenização prevista é de R$ 1,785 bilhão, mas depende de futura prorrogação.

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, em 21 de outubro, a formalização de um acordo para devolver à União 2.951 quilômetros de ferrovias inoperantes da Malha Nordeste. A negociação envolve a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Ministério dos Transportes.

O acordo prevê uma indenização de aproximadamente R$ 1,785 bilhão à União. Entretanto, a decisão não determina o pagamento imediato do valor nem garante a renovação da concessão. O entendimento só produzirá efeitos se o governo aprovar uma futura prorrogação do contrato. Na prática, a decisão abre caminho para resolver um problema histórico da infraestrutura ferroviária nordestina. Ao mesmo tempo, levanta uma questão importante: qual será o destino dos trilhos abandonados que atravessam cidades e regiões produtivas do Nordeste?

O que muda com a devolução das ferrovias?

A Malha Nordeste foi concedida em 1997 e reúne milhares de quilômetros de linhas ferroviárias. Ao longo dos anos, parte da estrutura perdeu sua função no transporte de cargas e acumulou problemas de conservação.

Em 2016, dados da ANTT apontavam que apenas 28,5% da malha operava, enquanto 71,5% estava sem operação. Agora, o acordo busca organizar a devolução dos trechos inativos e definir responsabilidades sobre as estruturas.

Indicador Valor
Trechos previstos para devolução 2.951 km
Indenização prevista à União R$ 1,785 bilhão
Investimentos previstos para reduzir conflitos urbanos R$ 136,28 milhões
Prazo para o Ministério dos Transportes indicar a destinação dos trechos Até 36 meses
Malha que permaneceria com a concessionária Cerca de 1.200 km

Os valores e os prazos dependem da formalização dos instrumentos previstos no acordo. Além disso, a indenização não representa um pagamento imediato: a eficácia do entendimento depende da futura prorrogação da concessão.

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