A lobista Roberta Luchsinger teria decidido enviar suas duas filhas para fora do Brasil após relatar ameaças e manifestar preocupação com a segurança da família. A informação foi divulgada pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, com base em relatos de pessoas próximas à lobista.
Um dos episódios que teriam contribuído para a decisão foi um acidente de carro envolvendo uma das jovens, ocorrido no início de outubro, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. As circunstâncias do acidente, segundo Luchsinger, ainda estão sendo investigadas pela polícia.
No último sábado (17), Roberta afirmou temer pela própria vida e pela integridade física das filhas. Durante a conversa, fez uma declaração contundente, atribuindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade por qualquer eventual episódio envolvendo sua família.
“Quero deixar mais uma vez claro, se algo acontecer comigo ou com as minhas filhas, a culpa é do Lula”, declarou.
Lobista afirma que ameaças começaram após declaração de Lula
Segundo Roberta Luchsinger, as ameaças teriam começado depois que o presidente Lula a chamou de “pilantra” durante uma declaração em rede nacional. A lobista relaciona o episódio ao clima de insegurança que afirma enfrentar desde então. Entretanto, não foram apresentados, nas informações divulgadas, elementos que comprovem a autoria das supostas ameaças ou qualquer participação do presidente nos episódios relatados.
Na mesma entrevista, Roberta também revelou que pretende buscar um acordo de delação premiada, embora não tenha detalhado publicamente quais informações poderia apresentar às autoridades.
Acidente com filha aumentou preocupação
Roberta Luchsinger é mãe de duas jovens. A mais nova, de 16 anos, é filha do relacionamento com Protógenes Queiroz, ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado federal. A mais velha, Valentina, tem 21 anos e cursa Direito.
As duas mantêm proximidade com o ex-delegado, que atualmente reside na Suíça.




