Candidato do PL defendeu cortar impostos, dez ministérios e classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, prometeu endurecer o combate às facções criminosas, extinguir ao menos dez ministérios e enviar ao Congresso uma proposta para acabar com a reeleição presidencial. As declarações foram dadas em entrevista à TV Globo na noite desta sexta-feira 16, na qual ele também falou sobre a dívida pública, o Banco Master, o 8 de Janeiro, o acesso a armas e programas sociais.
Conduzida pela jornalista Renata Lo Prete nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro, a entrevista foi exibida depois do Jornal Nacional e durou 43 minutos. Flávio disputa o segundo turno da eleição presidencial com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro. O candidato afirmou que, caso seja eleito, pretende exercer apenas um mandato.

Ao longo da conversa, o senador apresentou propostas para segurança e economia, defendeu o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e respondeu sobre aliados investigados e sobre a relação da família com o empresário Daniel Vorcaro. Algumas afirmações feitas pelo candidato durante a entrevista foram contestadas por dados públicos e por órgãos citados por ele.
Segurança pública e combate às facções
Flávio afirmou que pretende “declarar guerra” ao narcotráfico e defendeu que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. Segundo o candidato, a medida permitiria ampliar a cooperação internacional e endurecer a atuação do Estado contra os grupos criminosos.
O senador também voltou a defender o acesso da população a armas e citou a legítima defesa como um direito. O instituto, porém, está definido no Código Penal, que considera legítima defesa o uso moderado dos meios necessários para repelir uma agressão injusta, atual ou iminente. Estudos nacionais e internacionais apontam associação entre a maior circulação de armas e o aumento de mortes violentas, acidentes e suicídios.
Questionado sobre políticos próximos investigados por supostos vínculos com o crime organizado, como o ex-deputado Rodrigo Bacellar e o deputado eleito Márcio Canella, Flávio disse ter sido surpreendido pelas acusações. Ele defendeu o devido processo legal e afirmou que eventuais culpados não devem ser protegidos.




