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Política

O crescimento da direita no Brasil

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Quando Javier Milei ganhou as eleições na Argentina derrocando um esquema corrupto de política tradicional, eu disse para os meus botões da camisa aberta: a direita vai voltar fechado as portas para a China e Rússia. Dito e feito, logo depois temos visto na América Latina: A Colômbia deixou o espectro de esquerda ao eleito Abelardo de la Espriella , que substituiu a presidência substituindo Gustavo Petro, narcotraficante protetor de facções, amigo do Lula, recentemente, o Peru confirmou a tendência conservadora com a chegada de Keiko Fujimori à presidência, a Bolívia, rompeu quase duas décadas de predomínio da esquerda com a eleição de Rodrigo Paz , e o Paraguai que manteve sua tradição conservadora com a eleição de Santiago Peña  do Partido Colorado , situação de cunho capitalista que está atraindo as empresas brasileiras descontentes com a alta carga tributária do regime socialista/comunista /petista. a tendência é essa bem aí, olha o exemplo carioca:

Júlia de Castro (PL) foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro neste domingo (4), com 103.880 votos. Aos 24 anos, a candidata conquistou uma das 46 vagas destinadas ao estado na Câmara dos Deput

Julia de Castro (PL-RJ), de 24 anos, nunca havia disputado uma eleição até 2026. Nascida em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, a historiadora formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) resolveu contrariar o roteiro mais comum de quem começa na política: em vez de testar seu nome em uma disputa local, estreou nas urnas com a ambição de conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília.

A aposta foi alta. Para alguns colegas de chapa, uma decisão precipitada. O resultado, porém, superou as expectativas.

Com 103.880 votos, Julia teve desempenho melhor do que veteranos como Glauber Braga (PSOL), Jandira Feghali (PCdoB) e Wladimir Garotinho (PL). Tornou-se, da noite para o dia, a deputada federal mais jovem do Rio de Janeiro. Embora pouco conhecida do público acima de 35 anos, Julia já contava com uma base fiel de apoiadores nas redes sociais. Seu nome começou a circular em perfis da direita em 2022, quando passou a expor, em vídeos, as hostilidades que sofria por ser eleitora de Jair Bolsonaro (PL). Desde então, tem ampliado sua audiência com conteúdos críticos à esquerda.

A pouco mais de um mês da eleição, em 31 de agosto, Julia tinha 447 mil seguidores no Instagram. Segundo levantamento da consultoria Bites feito a pedido da BBC News Brasil, 60% deles tinham entre 18 e 34 anos. O maior grupo era formado por mulheres pouco mais velhas do que ela — de 25 a 34 anos — que somavam um quarto de toda a audiência.

“Toda eleição, desde 2022, perguntavam se eu iria me candidatar, e eu falava que não. Em 2024, esse bombardeio foi mais intenso, mas eu achava que precisava me preparar mais, ter um pouco mais de casca, de traquejo político, de vivência partidária”, diz a deputada eleita.

“Talvez por isso minha primeira eleição tenha sido tão exitosa, porque ela foi no momento certo em relação à carreira que construí na política.”

Extraído do BBC

Jorge Machado – redator

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