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Medicina natural

Os benefícios da “moringa” na saúde e seu aproveitamento no agro

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Muita gente já ouviu falar na seguinte expressão: “guardar na moringa” que significa memorizar algo, salvar uma informação na cabeça ou fixar uma ideia na mente. Moringa também significa o nome de um recipiente arredondado onde se conserva a água, originalmente é um vaso ou jarro de barro purificador usado principalmente no Nordeste para armazenar e manter a água fresca. Pelo seu formato arredondado na base e afunilado no topo, a cultura popular passou a usar o termo de forma humorística ou pejorativa para se referir à cabeça humana.

“Não esquenta a moringa”: Significa não esquentar a cabeça, não se estressar ou ficar calmo.

MORINGA (Moringa Oleifera) - Muda com até 80 cm - Rebrotar Plantas

Mas hoje quero falar de algo mais importante para a saúde humana: moringa ( Moringa oleifera ), também conhecida como “árvore da vida” ou “milagre da natureza”, é uma árvore originária da Índia, reconhecida por suas inúmeras propriedades medicinais  e de ampla qualidade nutricional para alimento dos animais. Praticamente todas as partes da planta podem ser aproveitadas, com destaque para suas folhas, que concentram altos teores de proteínas, vitaminas e minerais.

Moringa - Moringa oleifera (Cuidado, Características, Invasivo, Imagens)

Como a “Moringa oleifera” também é uma árvore medicinal muito cultivada, (é fácil achá-la nas ruas, com essa florzinha branca de gomos, conforme a foto supra) uma outra expressão que pode aparecer  este nome é em canais de agricultura se recomendando para guardar as sementes da planta ou armazenar a silagem de moringa para alimentar os animais na época da seca.

Já a medicina natural recomenda, por ser uma planta rica em antioxidantes, vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais. Suas folhas contêm substâncias como quercetina, ácido clorogênico, vitamina C, vitamina A, cálcio, ferro, potássio, magnésio e compostos anti-inflamatórios naturais.

Veja como esses nutrientes agem no organismo:
* Arteriosclerose: os antioxidantes (quercetina, polifenóis) ajudam a proteger os vasos sanguíneos contra o acúmulo de placas.
* Hipercolesterolemia: compostos como o ácido clorogênico e fibras ajudam a reduzir os níveis de colesterol LDL.
* Fadiga e fraqueza: rica em ferro, magnésio e vitamina C, melhora a oxigenação e combate a anemia e o cansaço.
* Prostatite: ação anti-inflamatória dos polifenóis ajuda a aliviar inflamações da próstata.
* Doenças infecciosas: flavonoides e vitamina C fortalecem o sistema imunológico.
* Febre: compostos antipiréticos naturais ajudam a reduzir a temperatura corporal.
* Desnutrição: alto teor de proteínas, vitaminas A, C, B e minerais que combatem carências nutricionais.
* Hipovitaminose: excelente fonte de vitaminas A (retinol), C e complexo B, que corrigem deficiências vitamínicas.
* Cólicas menstruais: cálcio e magnésio têm ação relaxante muscular e aliviam dores.
* Verminoses: ação antimicrobiana e antiparasitária atribuída aos isotiocianatos.
* Diabetes: o ácido clorogênico e a quercetina ajudam a regular os níveis de açúcar no sangue (eu, sou diabético e uso quase que diariamente)
* Doenças do fígado: ação hepatoprotetora dos antioxidantes ajuda a regenerar células hepáticas.
* Doenças da vesícula biliar: efeito desintoxicante ajuda a eliminar toxinas e melhora o fluxo biliar.
* Artrite, artrose e reumatismo: ação anti-inflamatória dos polifenóis e flavonoides reduz dores e inflamações nas articulações.
* Viroses: estimula o sistema imune graças à vitamina C, zinco e compostos antibacterianos.
* Tumores e câncer: contém niazimicina e outros compostos que atuam como antioxidantes potentes, combatendo radicais livres.
* Lúpus: ação anti-inflamatória e imunomoduladora pode ajudar no controle dos sintomas.
* Glaucoma: antioxidantes como a luteína ajudam a proteger a retina e a pressão intraocular.
* Epilepsia: compostos neuroprotetores como o triptofano e magnésio contribuem para o equilíbrio do sistema nervoso.
Jorge Machado – pesquisador
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