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Desenvolvimento

Vidro temperado até cinco vezes mais resistente, 7.350 toneladas produzidas por dia no Brasil

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A produção começa em grandes fornos de vidro float e continua nas processadoras, onde as chapas recebem tratamentos que alteram resistência, comportamento na quebra e desempenho térmico ou acústico antes de chegar à construção, aos veículos, móveis e eletrodomésticos.

A cadeia brasileira de vidro plano começa em dez fornos de vidro float com capacidade nominal conjunta de 7.350 toneladas por dia e continua em cerca de 600 empresas que cortam, tratam e transformam as chapas para diferentes usos.

A Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro) informa que essas processadoras empregam mais de 30 mil pessoas e atendem mercados como construção civil, indústria automotiva, móveis, eletrodomésticos e decoração.

Do forno às chapas de vidro float

A fabricação do vidro float começa com matérias-primas como sílica, sódio, potássio, alumina, magnésio e cálcio. A mistura é levada ao forno de fusão, que opera a aproximadamente 1.600 °C para formar a massa vítrea usada na produção das chapas.

Essa temperatura pertence à fusão das matérias-primas e não à têmpera, realizada posteriormente nas processadoras. Depois de fundido, o material passa pelo processo float e pelo recozimento, um resfriamento controlado destinado a reduzir tensões internas antes do corte e do beneficiamento.

No processo float, a massa de vidro é transformada em chapas planas antes do resfriamento gradual. A partir daí, o material pode seguir para corte ou receber outros tratamentos, dependendo das características exigidas na aplicação final.

Entre as etapas realizadas pelas processadoras estão têmpera, laminação, curvatura, serigrafia e montagem de unidades de vidro insulado. Esses procedimentos partem da chapa de vidro plano e produzem materiais destinados a funções diferentes.

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