Dois navios-plataforma, 32 poços e uma nova fronteira de petróleo e gás avançam no Nordeste, enquanto uma infraestrutura decisiva para levar o gás de Sergipe ao mercado aguarda definições regulatórias.
A Petrobras avança com um investimento superior a R$ 60 bilhões no projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), na Bacia de Sergipe-Alagoas, onde duas plataformas poderão produzir juntas até 240 mil barris de petróleo por dia. Enquanto os FPSOs P-81 e P-87 já foram contratados, porém, a companhia decidiu rever o ritmo da licitação do gasoduto que deverá transportar o gás produzido no mar até o continente.

A infraestrutura de escoamento terá aproximadamente 134 quilômetros, sendo 111 km no mar e 23 km em terra. O projeto do gasoduto é estimado em cerca de US$ 1 bilhão, mas entrou em compasso de espera enquanto a estatal avalia possíveis impactos das novas regras em discussão para o mercado brasileiro de gás natural.
A mudança não significa paralisação do Sergipe Águas Profundas como um todo. Os dois módulos do empreendimento já tiveram suas decisões finais de investimento aprovadas, e a Petrobras assinou em 29 de maio de 2026 os contratos com a SBM Offshore para as plataformas P-81 e P-87.




