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Eleições 2026

Brasil: Disputa presidencial pode terminar no 1º turno

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A corrida presidencial pode ser definida já no primeiro turno, segundo projeção do jornalista Pedro Dória, que coordena a pesquisa Meio/Ideia em parceria com Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia. Os dados mais recentes da pesquisa revelam um cenário extremamente acirrado e repleto de variáveis que podem surpreender.

Dória destacou que a possibilidade de encerramento no primeiro turno vale para qualquer um dos lados. “Tanto Flávio (PL) quanto Lula (PT) podem vencer no primeiro turno”, afirmou.

De acordo com a legislação eleitoral, para isso acontecer, é necessário que um dos candidatos obtenha uma maioria de mais de 50% dos votos válidos (excluindo brancos, nulos e abstenções).

Números apertados e eleitorado dividido

A pesquisa Meio/Ideia divulgada na quarta-feira (30) aponta empate técnico no primeiro turno: Lula aparece com 39,4% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38,4%. “Eles estão a mais de 10 pontos de uma vitória no primeiro turno”, explicou Dória.

No entanto, o analista destacou que há um conjunto de fatores que pode alterar significativamente esse quadro até o domingo da votação.

Um dos elementos centrais da análise é o comportamento do eleitorado insatisfeito. Segundo a pesquisa de agosto, 36% do eleitorado declarou não querer votar nem em Lula nem em Flávio Bolsonaro.

“É uma eleição em que as pessoas estão de má vontade, estão infelizes com as escolhas, em que os partidos não deram opções que as agradassem. Não é que esse terço do eleitorado não queira votar, eles querem mudar o disco”, disse.

Segundo o jornalista, porém, entre esse grupo de 36%, a proporção é de quatro votos para Flávio Bolsonaro para cada um destinado a Lula.

Abstenções e voto útil como fatores decisivos

Dória também chamou atenção para a tendência crescente de abstenções desde 2014. Os grupos que mais costumam faltar às urnas coincidem justamente com a base eleitoral mais fiel de Lula: idosos acima de 70 anos, menos escolarizados e mais empobrecidos.

“O presidente Lula chega, por exemplo, entre aqueles escolarizados até a quarta série, a até 85% das intenções de voto. E essas são justamente as pessoas que tendem a faltar mais”, apontou.

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