O filho mais velho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, enrolado em três inquéritos da Polícia Federal que o investigam por corrupção e tráfico de influência, entre outras atividades suspeitas junto ao governo do seu pai, Lula (PT), contou com o suporte da Embaixada do Brasil em Madrid, durante o processo de mudança dele e da família para a capital espanhola, em 2025. O embaixador, Orlando Leite Ribeiro, foi assessor internacional da então ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no governo de Jair Bolsonaro (PL), e foi promovido na carreira e conseguiu o posto em Madri por indicação da atual senadora.
Chefe de postos diplomáticos somente atuam mediante ordem recebida da Secretaria de Estado do Ministério das Relações Exteriores, por essa razão o embaixador Leite Ribeiro recebeu a incumbência de oferecer suporte a Lulinha, de acordo com relatos de experientes diplomatas. O que pode alterar é o grau de eventual vassalagem, que depende apenas do próprio diplomata. Tendo chegado ao posto após atuar no governo Bolsonaro, o embaixador precisa se desdobrar para demonstrar “lealdade” ao petista Lula a fim de preservar o posto. A chefia a da embaixada em Madri faz parte dos postos considerados do “circuito Helena Rubinstein”, reservados a diplomatas “confiáveis” ao Palácio do Planalto.




