Os SUVs saltaram de 15% dos emplacamentos de veículos leves em 2016 para 46,6% entre janeiro e agosto de 2026, enquanto hatches pequenos ficaram perto de 21%; no mesmo período, sedãs pequenos, monovolumes e carros de entrada recuaram fortemente, segundo dados da Fenabrave reunidos pela AutoIndústria em setembro no Brasil.
Os SUVs deixaram uma posição secundária para se tornar a categoria dominante do mercado brasileiro de veículos leves em apenas uma década. Entre janeiro e agosto de 2016, respondiam por 15% dos licenciamentos. No mesmo período de 2026, essa participação chegou a 46,6%, praticamente metade de todos os automóveis e comerciais leves emplacados no país. Os números foram publicados pela AutoIndústria em 24 de setembro de 2026, com base nas categorias acompanhadas pela Fenabrave. A comparação de dez anos mostra uma mudança que vai além do crescimento de um tipo de carro: enquanto os utilitários esportivos avançaram, categorias que antes tinham peso expressivo, como sedãs pequenos, monovolumes e veículos de entrada, perderam participação de forma acentuada.

Nos oito primeiros meses de 2016, os SUVs ocupavam apenas a terceira posição entre as 17 categorias listadas pela Fenabrave. Naquele momento, 15% dos veículos leves emplacados pertenciam a esse segmento, participação ainda distante da liderança.




