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Brasil e outras delegações deixam plenário da ONU no discurso de Netanyahu

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Diplomatas brasileiros se dirigiram ao salão da Assembleia Geral pouco antes do pronunciamento para “fazer volume” durante debandada, dizem fontes.

A delegação brasileira deixou o salão da Assembleia Geral da ONU assim que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciou seu discurso no plenário nesta quinta-feira (24). A ação é uma forma de protesto às posições de Netanyahu, sobretudo em relação à guerra na Faixa de Gaza.

Ao reparar a saída de diversas delegações — não apenas a do Brasil –, Netanyahu afirmou: “Se há mais covardes morais que ainda não saíram desse salão, por favor, façam isso agora”.

Protesto contra Netanyahu na ONU: o que premiê israelense disse na tribuna  após vaias e saída de delegações - BBC News Brasil

Nos discursos que antecederam o do primeiro-ministro, apenas um diplomata brasileiro estava escalado para acompanhar a sessão plenária desta quinta, mas outros quatro colegas se juntaram a ele a partir do pronunciamento de José Manuel Restrepo, vice-presidente da Colômbia, que antecedeu o de Netanyahu.

A BBC de Londres  apurou que os integrantes da delegação brasileira e de outros países se planejaram com antecedência para a retirada do plenário, assim como aconteceu nos últimos anos, pelo menos desde 2024, ano seguinte ao início do conflito em Gaza.

A delegação palestina é um exemplo: ela tinha apenas duas pessoas no discurso da Colômbia e, antes de Israel, aumentou para seis.

Para se contrapor ao protesto, a delegação israelense levou representantes para bater palmas durante o discurso. Apesar de serem reservados apenas seis assentos a cada delegação, os israelenses pediram passes para setores de observação.

⚡️🎥 Delegações abandonam a Assembleia Geral da ONU no momento em que  Netanyahu, procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra  em Gaza, sobe ao pódio., Por que é que ele não é preso?

A imprensa chegou à plenária horas antes do discurso e pôde observar que outras delegações fizeram o mesmo. Cerca de 30 minutos antes do pronunciamento de Netanyahu, o volume de delegados aumentou consideravelmente.

Fontes afirmaram que a delegação palestina fez um esforço para que os representantes das missões se retirassem. Nos corredores da ONU, o comentário é que essa foi uma das maiores debandadas em um discurso na Assembleia. É o que diz uma jornalista que cobre a ONU há décadas.

O governo brasileiro adota uma postura de firme crítica às ações militares de Israel em Gaza, classificando-as como genocídio, ao mesmo tempo em que apoia a criação de dois Estados para resolver o conflito histórico.

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