Projeto quer transformar o Rio Parnaíba navegável, transformando-o em uma rota para levar grãos do Piauí e do Matopiba ao Porto Piauí, em Luís Correia. Isto se ICMBio deixar, pois o porto está localizado na APA do Delta.
Um dos maiores rios do Nordeste se transformasse em uma grande estrada para transportar a produção agrícola do interior até o litoral. Essa é a proposta que começa a ganhar forma em torno da Hidrovia do Parnaíba, projeto que pretende conectar a região produtora de grãos do Piauí ao Porto Piauí, em Luís Correia, no litoral.
O projeto trabalhado pelo Governo do Piauí prevê uma ligação hidroviária de aproximadamente 924 quilômetros entre Uruçuí e Luís Correia. Ao mesmo tempo, o DNIT considera atualmente uma área de projeto de 1.176 quilômetros do rio.
A diferença entre os números ocorre porque a extensão considerada pelo DNIT inclui uma área hidroviária maior do que o corredor prioritário entre Uruçuí e o litoral.
Mais do que uma obra estadual, entretanto, a proposta interessa a todo o Nordeste. Isso acontece porque o Rio Parnaíba possui potencial para atender áreas agrícolas do Matopiba, região que reúne Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Do campo ao mar: como funcionaria a hidrovia
A ideia é criar um corredor multimodal capaz de combinar diferentes meios de transporte. Entretanto vale lembrar que ainda é necessário concluir as comportas da barragem da Boas Esperança, iniciada há 44 anos (desde 1982, quando a estrutura foi paralisada com cerca de 90% das obras concluídas).
Na prática, a carga poderia sair das áreas produtoras por caminhão, chegar a um terminal, seguir em embarcações pelo Rio Parnaíba e, finalmente, alcançar o Porto Piauí para embarque marítimo.
A lógica seria:
produção agrícola → rodovia → terminal → hidrovia → Porto Piauí → navio → mercado nacional ou internacional.





