A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ingressou na madrugada desta quarta-feira (23) com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilize na campanha eleitoral imagens ou trechos do discurso feito na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Ao pedir a proibição, a campanha do candidato do PL ao Planalto cita como precedente uma decisão do TSE nas eleições de 2022. Na ocasião, a Corte impediu Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição, de utilizar na propaganda eleitoral imagens de seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
No documento, os advogados acusam Lula de ter desvirtuado o pronunciamento como chefe de Estado, convertendo-o em “palanque político para promoção pessoal e finalidade eleitoreira”.
A equipe jurídica de Flávio argumenta que o petista inseriu na fala temas explorados em seus atos e peças eleitorais, como o fim da escala 6×1, as bets, o Pix, a soberania nacional, as terras raras e o risco de interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
“A fala de Lula era de um candidato. Não de um chefe de Estado. A ONU, no entanto, não é palanque”, afirma a representação assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri e sua equipe.





