Quando se fala em desenvolvimento costumamos assumir a responsabilidade do agro no processo de expansão.
Entretanto se olharmos para o Brasil vemos que é no Sul-Sudeste que a produção de grãos tem se expandido profissionalmente. No Nordeste são irrisórias as iniciativas desenvolvimentistas na produção de proteínas para a alimentação humana. Em sua maioria, são grandes grupos que enxergam terras produtivas e, por seu potencial econômico, geram terras a preços muito baixos e ali, mecanizando em sua maioria os projetos, obtêm a multiplicação de seus ganhos deixando muito de positivo para a população local.
Quem se beneficia?
O empresário e as Prefeituras, que recebem sua parcela de ISS e pronto.
Nossa sugestão: desenvolver projetos de Fruticultura Irrigada para acrescer à Agricultura Familiar rendas maiores do que a economia de subsistência (milho, macaxeira e feijão).
Um estudo realizado pela Embrapa evidenciou a força da fruticultura irrigada no Nordeste, especialmente no polo do Vale do São Francisco. A manga representa 82,11% da produção brasileira, com aproximadamente 1,51 milhão de toneladas. Já o melão concentra 98,35% da produção nacional, somando cerca de 803 mil toneladas em 2024.
Pois bem, o Piauí tem dois projetos denominados “Platôs” Guadalupe e Litorâneos, que, despencaram para as mãos da política e que, por sua vez, só constam como consumidores de recursos para manter meia dúzia, e pronto. Nossa sugestão é desenhar projetos modelo para microempreendedores e investir em frutas verdadeiramente comerciais, tais como: abacate, tangerina poncam, guaraná, coco-da-baía, maracujá, uva, goiaba e cacau. Solo fértil, água escassa, mas se depositar a tecnologia a favor do homem do campo, certamente teremos resultados desenvolvidos em breve, com o mercado externo. Hoje, com o advento da energia solar, ficou mais fácil extrair água do subsolo e distribuir pelos canteiros.
Jorge Machado – Redator e pesquisador. (86) 99922.2001




