Os próximos 12 meses serão marcados por intensa temporada eleitoral em toda a UE; haverá votações em países-chave como França, Itália, Espanha e Polônia. Bruxelas teme que partidos mais ‘extremistas’, possam se beneficiar de vitória da AfD (Alemanha).
“Sísmico”, “um terremoto sociopolítico”, “um momento decisivo para a Alemanha”.
Foi assim que analistas políticos e muitos meios de comunicação descreveram a impressionante vitória do partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições locais realizadas na Alemanha no domingo. Isso é um exagero?
A Saxônia-Anhalt é uma das menores entre as 16 regiões da vasta Alemanha. Tem apenas 1,7 milhão dos 59 milhões de eleitores em todo o país. Quão significativos podem ser seus sentimentos políticos, especialmente considerando que a AfD não conseguiu, por pouco, obter uma maioria absoluta?
A resposta: muito significativos. Em primeiro lugar, em casa, na Alemanha.
Embora a votação tenha sido regional, seu impacto é nacional. A vitória esmagadora da AfD aumenta ainda mais a pressão sobre o já fragilizado governo de coalizão centrista em Berlim. Pode vir a ser o golpe final para o impopular chanceler conservador alemão, Friedrich Merz, que havia prometido reduzir drasticamente a popularidade do partido.




