O Viceroy da REGENT completou o primeiro voo com pessoas a bordo depois de navegar no casco, erguer-se sobre hidrofólios e deixar a água em efeito solo, três regimes que transformam o seaglider em algo diferente de barco e avião convencional.
O teste ocorreu na baía de Narragansett em 2 de setembro de 2026. Conforme a cobertura da WJAR, o protótipo da REGENT concluiu seu primeiro voo tripulado, marco que leva a campanha além das etapas sem passageiros.
A palavra voo descreve apenas a última parte. O Viceroy inicia o deslocamento como embarcação, usando o casco. Depois ganha velocidade e sobe nos hidrofólios, que retiram grande parte do corpo da água. Só então passa a voar rente à superfície.

Essa sequência de três regimes operacionais concentra a complexidade do projeto. O veículo precisa comportar-se com estabilidade na água, atravessar a transição sobre lâminas submersas e assumir sustentação aerodinâmica sem perder controle entre uma fase e outra.
O sucesso do voo humano reduz uma incerteza técnica, porém não inaugura serviço comercial. Certificação, produção, rotas e datas de entrada em operação seguem abertas. O fato confirmado é mais específico: pessoas viajaram no protótipo durante a campanha de testes e ele completou a passagem ao voo.
Como o seaglider Viceroy passa de casco a hidrofólio e voo
No começo, o casco oferece flutuação e permite manobrar como uma embarcação. Essa fase facilita sair de instalações portuárias sem depender de pista. Também mantém o veículo dentro de um ambiente marítimo familiar enquanto ele ainda está em velocidade baixa.
Estrutura naval, aerodinâmica, propulsão elétrica, controle e operação precisam conversar. Uma falha em qualquer camada pode impedir que a fase seguinte comece com segurança.
Quando ganha sustentação aérea, o seaglider permanece próximo da superfície. Nessa faixa, a interação entre asa e água reduz parte da resistência induzida, fenômeno conhecido como efeito solo. O resultado permite transportar o veículo acima das ondas sem subir como um avião de rota convencional.
Voar baixo também cria exigências próprias. Ondas, vento e visibilidade variam, e a margem vertical é pequena. Por isso, completar uma passagem com tripulação vale mais do que simplesmente registrar que o aparelho saiu da água por alguns instantes.




