O Grupo Casas Bahia atravessa uma das maiores reestruturações de sua história, mas os números de 298 lojas fechadas e 1,9 mil demissões que circulam em publicações recentes não foram confirmados por fontes oficiais ou pelos documentos públicos consultados.
Dados da própria companhia mostram que o grupo mantém uma operação de aproximadamente 35 mil colaboradores e cerca de 1,1 mil lojas físicas. (Casas Bahia)
A redução da estrutura, porém, é real. O processo de transformação iniciado pela empresa nos últimos anos provocou milhares de desligamentos. Em 2023, foram anunciadas mais de 8 mil reduções de posições, além do fechamento de 55 lojas consideradas deficitárias. (Globo)
Em entrevista ao UOL, o então CEO Renato Franklin afirmou que a companhia havia reduzido seu quadro de aproximadamente 45 mil para 35 mil trabalhadores, além de fechar mais de 50 lojas durante a primeira etapa do processo de reestruturação. (UOL Economia)
A Casas Bahia continuou realizando ajustes em sua rede. Em janeiro de 2025, por exemplo, a empresa confirmou o encerramento de três unidades em Mato Grosso do Sul. A companhia classificou os fechamentos como movimentos naturais do varejo e afirmou que os consumidores continuariam sendo atendidos por outras lojas e pelos canais digitais. (Midiamax)
Em abril do mesmo ano, uma unidade em Ponta Grossa, no Paraná, também passou por uma demissão coletiva. Segundo a imprensa local, pelo menos 16 trabalhadores foram desligados. A empresa confirmou os desligamentos, mas não divulgou publicamente detalhes sobre os motivos. (BnT Online)
Apesar dos cortes realizados nos últimos anos, a companhia também mantém uma estratégia de expansão e modernização. Em março de 2025, por exemplo, inaugurou uma megaloja na região da Berrini, em São Paulo, com contratação de 67 novos colaboradores para a unidade. (UOL Notícias)
O cenário financeiro continua desafiador. Segundo levantamento publicado pela Folha, a Casas Bahia encerrou 2025 com dívida de R$ 1,13 bilhão e prejuízo de R$ 2,98 bilhões. Ao mesmo tempo, a empresa reduziu sua dívida em mais de 70% e segue apostando na expansão dos canais digitais.




