A primeira ligação rodoviária permanente entre os dois países atravessa o rio Tumen e teve a parte principal concluída, segundo imagens de satélite. Acertada em 2024, durante visita de Vladimir Putin a Pyongyang, a obra custa mais de três vezes o comércio anual entre as duas nações.
A ponte que está sendo construída entre Rússia e Coreia do Norte voltou a acender o alerta em Kiev, conforme reportagem publicada em 30 de julho de 2026 pela imprensa internacional. Trata se da primeira ligação rodoviária permanente entre os dois países, e a preocupação ucraniana é que a estrutura vá além da integração econômica anunciada por Moscou e Pyongyang. O receio ganhou força depois que uma investigação da organização ucraniana Truth Hounds apontou que a obra teria importância econômica limitada, mas representaria vantagem estratégica para a logística militar, conclusão divulgada pelo jornal britânico The Guardian. A suspeita é de que a ponte se torne uma nova rota para o envio de militares, armas e equipamentos usados na guerra.

Onde fica a ponte e o que ela substitui
A futura ligação atravessa o rio Tumen, que serve de fronteira entre os dois países no extremo oriente, unindo a cidade russa de Khasan ao território norte coreano de Tumangang. É um trecho curto, em uma região onde as fronteiras da Rússia, da China e da Coreia do Norte se encontram. Até agora, a comunicação terrestre entre os dois países depende de uma única estrutura: uma ponte ferroviária construída em 1959, ainda no período da União Soviética. São mais de seis décadas com um só ponto de passagem, e ele funciona exclusivamente sobre trilhos.
A mudança que a nova obra introduz não é de capacidade, é de modalidade. Sair do trilho para o asfalto altera completamente a natureza do que pode circular ali, e é exatamente esse ponto que os investigadores ucranianos colocam no centro do alerta.




