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agronegócio

GLP vira infraestrutura que sustenta a safra brasileira

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O grão de soja que sai da lavoura no auge da colheita carrega mais do que o peso da safra: carrega água. Recém-colhidos, os grãos concentram umidade suficiente para comprometer o armazenamento, e é nas horas seguintes que se decide se aquela carga vira alimento de qualidade ou prejuízo. Em boa parte do interior do Brasil, quem garante essa corrida contra o tempo é um combustível discreto, transportado por estrada e armazenado em tanques na própria propriedade: o Gás Liquefeito de Petróleo, o GLP.

E o combustível não é um coadjuvante: o mercado brasileiro de GLP movimenta cerca de 7,7 milhões de toneladas por ano, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), e parte dessa energia abastece o campo brasileiro. A escala explica: a produção de grãos deve alcançar 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Antes de chegar ao silo, parte expressiva desse volume passa por secadores, em que o controle preciso da temperatura evita a proliferação de fungos, a quebra dos grãos e a perda de qualidade. No café, o mesmo princípio vale para a secagem e a torra, em que a estabilidade da chama influencia o resultado na xícara.

A lógica se repete na produção animal. O Brasil abateu 6,69 bilhões de frangos em 2025, recorde da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas primeiras semanas de vida, os pintinhos não regulam a própria temperatura corporal e dependem de aquecimento constante nos galpões, função cumprida, em muitas granjas, por sistemas a gás, de ambiente uniforme e sem fumaça.

Já na pecuária leiteira, que levou 27,51 bilhões de litros de leite cru aos laticínios em 2025, de acordo com o IBGE, o desafio é o inverso: resfriar o leite logo após a ordenha para preservá-lo até a coleta.

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