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O número 13 se tornou ‘símbolo de má sorte’ ?

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Você acharia estranho se eu me recusasse a viajar aos domingos que caem no dia 13 do mês?

E que tal se eu fizesse uma pressão na reunião de condomínio do meu prédio para “pular” o 13º andar, passando diretamente do 12º para o 14º?

É bastante comum ter medo do número 13 — então, sim, seria pertinente me achar um pouco estranho. Mas e se, só no meu país, mais de 50 milhões de pessoas compartilhassem a mesma aversão sem fundamento? É neste sentido que muitos americanos admitem que ficariam incomodados em se hospedar no 13º andar de um hotel.

De acordo com a empresa de elevadores Otis, para cada prédio com andar número 13, seis outros prédios “fingem” não ter o mesmo, pulando direto para o 14º. Muitos ocidentais mudam seu comportamento na sexta-feira, 13. É claro que, às vezes, coisas ruins acontecem nessa data, mas não há evidências de que aconteça de forma desproporcional.

Como sociólogo especializado em psicologia social e processos de grupo, não estou tão interessado em medos e obsessões individuais. O que me fascina é quando milhões de pessoas compartilham a mesma concepção equivocada a ponto de afetar o comportamento em larga escala. Esse é o poder do 13.

Origens da superstição

A fonte da aversão ao número 13 — a triscaidecafobia — é obscura e especulativa.

A explicação histórica pode ser tão simples quanto sua justaposição casual com o número 12 da sorte.

Joe Nickell investiga relatos de eventos paranormais para o Comitê de Investigação Cética, uma organização sem fins lucrativos que analisa cientificamente alegações controversas e extraordinárias. Ele destaca que 12 geralmente representa “completude”: o número de meses no ano, de deuses do Olimpo, de signos do zodíaco e de apóstolos de Jesus. Treze contrasta com esse senso de bondade e perfeição. O número 13 também pode estar associado a alguns convidados famosos, mas indesejáveis.

Na mitologia nórdica, o deus Loki foi o 13º a chegar a um banquete em Valhalla, onde enganou outro participante para matar o deus Baldur. No cristianismo, Judas — o apóstolo que traiu Jesus — foi o 13º convidado da Última Ceia.

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