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Ciência

Menina indígena juntou 10 garrafas PET pintadas de preto, para criar um aquecedor de água movido pela luz do sol

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Xóchitl Cruz López criou um aquecedor solar com materiais reciclados, venceu prêmio da UNAM e levou ciência de baixo custo a Chiapas.

Em 2018, a mexicana Xóchitl Guadalupe Cruz López, de San Cristóbal de las Casas, em Chiapas, entrou para a história ao se tornar a primeira menina a receber o Reconhecimento ICN à Mulher, concedido pelo Instituto de Ciências Nucleares da UNAM, a maior universidade do México. O prêmio veio por um projeto de forte impacto social: um aquecedor solar de água construído com materiais recicláveis e pensado para famílias de baixa renda.

O feito chamou atenção não apenas pela idade da inventora, que tinha 8 anos, mas pelo problema que ela decidiu enfrentar. Em uma região onde muitas famílias ainda dependiam de lenha para aquecer água, Xóchitl concebeu uma solução simples, barata e ambientalmente mais limpa, transformando sucata em tecnologia útil para a comunidade.

Aquecedor solar de Xóchitl Cruz López uniu ciência, reciclagem e impacto social

O projeto que tornou Xóchitl conhecida ficou associado ao nome “Baño Calientito” e nasceu com um objetivo direto: oferecer água quente a famílias com poucos recursos sem ampliar o corte de árvores para produção de lenha. Em texto divulgado pela própria UNAM, o caso foi apresentado como exemplo de ciência aplicada à resolução de problemas reais da comunidade.

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