De camaleões até polvos, a capacidade de mudar de cor no reino animal é uma característica que soa curiosa para os humanos, mas é questão de sobrevivência para os bichos. Nesse contexto, a Agapostemon subtilior, espécie denominada por cientistas como “abelha do suor”, apresentou uma característica que surpreendeu pesquisadores: a alteração de tom conforme a umidade do local.

A descoberta foi recém-publicada na revista científica Biology Letters, onde pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos mostram que em um novo experimento laboratorial a umidade relativa afeta a cutícula — ou esqueleto externo, estrutura que protege e oferece sustentação aos animais invertebrados — dessa abelha.
A pesquisa avaliou espécimes de uma coleção que estava há anos no museu e outras adquiridas em campo recentemente. Em 24 horas, o inseto revelou uma alteração drástica: de um azul-esverdeado intenso em baixa umidade (menor que 10%) para um verde-alaranjado em alta umidade (95%).

