Estado de Sergipe concluiu recompra da distribuidora de gás em 2026, sete anos após vender parte do controle
Em menos de uma década, a Sergipe Gás S.A. (Sergas) percorreu um caminho pouco comum na administração pública brasileira: passou por um processo de privatização parcial e, anos depois, voltou a ser totalmente controlada pelo Governo de Sergipe.
A conclusão da operação ocorreu neste mês, quando o Estado desembolsou R$ 152,7 milhões para adquirir a participação da japonesa Mitsui, tornando-se novamente dono de 100% da distribuidora de gás canalizado.

Antes de mais nada, o caso reacende uma discussão que vem ganhando força no Brasil: serviços considerados essenciais devem permanecer nas mãos do Estado ou da iniciativa privada?
Se a moda pega…
Como começou a privatização da Sergas?
Em 2019, durante o governo Belivaldo Chagas, Sergipe anunciou a privatização parcial da Sergas. Na época, o governo defendia que a abertura para o setor privado permitiria novos investimentos, maior eficiência operacional e ampliação da oferta de gás natural para consumidores e empresas.
Desse modo, naquele período, o Brasil vivia uma forte agenda nacional de desestatizações, impulsionada também pelo novo marco do gás natural e pelas discussões sobre maior concorrência no setor energético.
Assim, a estrutura acionária da empresa passou a contar com participação do Estado e de investidores privados.

