O CLP (Centro de Liderança Pública) acaba de soltar um estudo que está virando o jogo. O Índice de Potencial de Mercado revelou quais estados brasileiros estão no TOP 10 do desenvolvimento nos próximos anos. E o resultado é um tapa na cara de quem ainda acha que o Brasil se resume a São Paulo e Rio de Janeiro.
Antes de mais nada, o Nordeste é a região com mais estados no TOP 10 da lista.
Enquanto o Sudeste aparece com apenas um representante (São Paulo), o Nordeste coloca três estados entre os mais promissores: Paraíba, Piauí e Maranhão. Ao mesmo tempo, a região supera o Sul (dois estados), o Norte (dois) e o Centro-Oeste (dois). Em suma, o mapa do desenvolvimento brasileiro está sendo reescrito. E o Nordeste está no centro dessa reescrita.

O que significa esse índice de desenvolvimento?
A princípio, o Índice de Potencial de Mercado do CLP não é uma lista de quem está rico hoje. É um termômetro do futuro. Dessa forma, ele mede as condições estruturais, econômicas e sociais que indicam quais estados têm mais chances de acelerar o crescimento nos próximos anos.
Ou seja: não importa onde você está agora. Importa para onde você está indo
O ranking completo do Índice de Potencial de Mercado
| Posição | Estado | Região | Pontuação |
|---|---|---|---|
| 1º | Roraima | Norte | 100,0 |
| 2º | Tocantins | Centro-Oeste | 79,5 |
| 3º | Santa Catarina | Sul | 75,8 |
| 4º | Piauí | Nordeste | 67,2 |
| 5º | Goiás | Centro-Oeste | 65,3 |
| 6º | Acre | Norte | 65,2 |
| 7º | Paraíba | Nordeste | 57,2 |
| 8º | Maranhão | Nordeste | 56,7 |
| 9º | São Paulo | Sudeste | 55,4 |
| 10º | Paraná | Sul | 52,5 |
Fonte: Centro de Liderança Pública (CLP)
O que essa tabela revela?
Nordeste: a região campeã
Com três estados no top 10 (Piauí, Paraíba e Maranhão), o Nordeste é a região com maior representatividade na lista. Isso indica um movimento consistente de interiorização do desenvolvimento, com estados que historicamente ficavam à margem agora ganhando protagonismo.
Norte em alta
Roraima lidera o ranking com pontuação máxima (100), seguido de perto por Tocantins (79,5) e Acre (65,2). A região Norte, muitas vezes esquecida nos debates econômicos, aparece como o novo frontier do Brasil.

