Os mitos sobrevivem e se consolidam pela vivência prática e pelas ações repetidas, e não apenas pela retórica. O discurso apenas legitima ou justifica os comportamentos que já foram validados e absorvidos culturalmente.
Esse introito serve para exemplificar as andanças de Jorge Lopes, advogado, funcionário público há mais de 35 anos, que assumiu o papel de pré-candidato ao senado, pela simples razão de querer ajudar o país a sair da grave crise em que se encontra. Jorge poderia ficar quieto em seu canto, aguardando uma aposentadoria tranquila, ao lado de filhos e netos, mas seu espírito de liderança o impulsionou a brigar pela vaga de senador, o único cargo que pode destituir juízes corruptos e presidentes mentirosos.
São duas vagas para o senado. Jorge não se importa de ficar com a segunda. Ele busca de fato é defender o povo lesado pelos marginais que descontaram indevidamente os proventos dos velhinhos no INSS. Na hora de abrirem a CPMI do INSS nenhum senador piauiense votou a favor, e assim foi com o afastamento do ministro do STF por atos indevidos, apesar de seus 45 pedidos de impeachment. Em suma, o pré-candidato ao senado Jorge Lopes assume a atitude de não se acomodar como um simples cidadão que se acomoda, e como tal, desponta como o favorito ao cargo de senador. Pode ser a segunda vaga, sem problema.

