Consideradas um grupo pouco conhecido de micróbios, as amebas de vida livre estão se aproveitando das condições proporcionadas pelo aquecimento global para se proliferar. Apesar da maioria não nos prejudicar, um pequeno grupo pode causar condições graves. Um dos exemplares mais perigosos é a Naegleria fowleri, também conhecida como a ameba comedora de cérebro e que causa uma infecção cerebral rara e mortal.
O alerta vem de um artigo de opinião liderado pela Universidade Sun Yat-sen, na China. Na avaliação dos especialistas, além das mudanças climáticas, a infraestrutura hídrica ultrapassada e os sistemas de monitoramento deficitários também ajudam na disseminação das amebas. O artigo sobre o avanço das amebas foi publicado na revista Biocontaminant no final do ano passado. Condições climáticas facilitam disseminação e eliminação é difícil: o risco das amebas
Segundo os autores, o clima quente do globo torna os ambientes mais propícios para a proliferação, visto que as amebas são organismos bem adaptados a tolerar altas temperaturas. Com isso, regiões onde a presença delas era incomum podem se tornar epicentros, elevando as chances de contato com humanos.

