Estou no meu escritório, de pé diante do notebook, dançando de forma desajeitada ao som de uma playlist de sucessos de verão.
É uma da tarde e estou no trabalho — mas isso não é apenas mais uma estratégia de procrastinação. Estou dançando para beneficiar meu cérebro. Existem inúmeras recomendações sobre quanto e quando nos exercitarmos — e, muitas vezes, isso é tratado como algo muito sério. Mas seguir técnicas específicas ou se preocupar demais com a forma correta de executar os movimentos pode tirar a diversão da atividade física ou, pior ainda, fazer com que adiemos o momento de se exercitar. É muito fácil passar o dia todo quase sem se mover.

Por isso, quando um colega me disse que dançar poderia trazer diversos efeitos positivos para o meu humor e o meu cérebro, decidi verificar se eu mesma conseguiria experimentar esses benefícios com mais regularidade. Para isso, propus-me o desafio de fazer uma pausa de cinco minutos para dançar todos os dias, durante uma semana, para ver se notava alguma melhora no humor e na produtividade.
No primeiro dia, pareceu um pouco estranho dançar sozinha, no meio do expediente. Mas, ao voltar a me sentar, senti-me mais energizada em um horário em que, normalmente, costumo me sentir um pouco letárgica.
Surpreendentemente, a experiência foi tão prazerosa que eu teria continuado a dançar por mais tempo com gosto.

