Companhia global de commodities conclui sua primeira operação elétrica no país e prepara a comercialização de energia para clientes do Ambiente de Contratação Livre
A Trafigura concluiu sua primeira operação no mercado brasileiro de energia elétrica, conforme anunciou a companhia em 22 de julho de 2026. Nesse sentido, a empresa celebrou um contrato de compra de energia de longo prazo com a CGN Brasil Energia.
Além disso, a operação envolve R$ 750 milhões e marca a entrada comercial da Trafigura no maior mercado elétrico da América Latina. Contrato de R$ 750 milhões muda de controle.

Primeiramente, o contrato foi assumido pela Trafigura para a aquisição de energia fornecida pela CGN Brasil Energia. Anteriormente, entretanto, o acordo estava sob controle do Grupo Bolt. Agora, portanto, a Trafigura comercializará essa eletricidade para clientes presentes no Ambiente de Contratação Livre (ACL).
Na prática, o ACL permite que grandes consumidores, comercializadoras e geradores negociem contratos diretamente. Dessa forma, as negociações acontecem fora do sistema baseado em tarifas reguladas.
Consequentemente, a operação conecta três partes importantes do mercado:
- CGN Brasil Energia, responsável pela energia;
- Trafigura, responsável pela comercialização;
- Grupo Bolt, antigo detentor do contrato.
Mercado livre de energia sustenta entrada da Trafigura. Atualmente, o mercado livre de energia brasileiro apresenta rápido crescimento. Sobretudo, esse avanço recebe impulso da expansão das fontes renováveis e da abertura gradual do setor elétrico.
Como resultado, mais participantes passaram a acessar o Ambiente de Contratação Livre. Ao mesmo tempo, o ACL passou a representar uma parcela cada vez maior do consumo brasileiro de eletricidade. Segundo Marc Erb, responsável pela Comercialização de Energia e Gás da Trafigura no Brasil, a primeira operação representa um marco para a companhia.

CGN e Grupo Bolt destacam maturidade do setor
Por sua vez, Ricardo Daelli, diretor comercial da CGN Brasil Energia, destacou a experiência internacional da Trafigura. Segundo o executivo, a chegada da companhia acrescenta experiência e liquidez ao mercado brasileiro de energia. Consequentemente, a operação pode fortalecer a competitividade e o amadurecimento da indústria.

