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Brasil ficou perto de assumir o topo mundial das exportações agrícolas. Alcançou US$ 87 bilhões e lidera no algodão.

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Agro brasileiro alcançou US$ 87 bilhões no primeiro semestre, enquanto soja, carnes e algodão reduziram rapidamente a vantagem dos Estados Unidos

O Brasil está próximo de ultrapassar os Estados Unidos como maior exportador agrícola do mundo, segundo reportagem publicada pelo Financial Times em 21 de julho de 2026. Em 2025, os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas. Enquanto isso, o resultado brasileiro ficou apenas US$ 2 bilhões abaixo.

Anteriormente, em 2021, os Estados Unidos exportavam US$ 56 bilhões a mais que o Brasil. Desde então, portanto, essa distância diminuiu rapidamente.

Exportações agrícolas do Brasil alcançam recorde em 2026

No primeiro semestre de 2026, as vendas internacionais do agronegócio brasileiro cresceram 6%. Consequentemente, as exportações atingiram o recorde de US$ 87 bilhões, conforme os números apresentados pelo Financial Times. Os dados comparativos foram reunidos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e pelo Ministério da Agricultura brasileiro.

Principalmente, o crescimento foi impulsionado por produtos nos quais o Brasil já ocupa posições relevantes no mercado mundial:

  • Soja;
  • Carne bovina;
  • Carne de frango;
  • Algodão.

Nesse último segmento, os Estados Unidos lideravam anteriormente. Contudo, o Brasil assumiu a dianteira nas exportações mundiais de algodão.

Tecnologia ajudou o Brasil a se transformar em potência agrícola

Até a década de 1970, o Brasil dependia de importações para alimentar sua população. Posteriormente, o país ampliou a exploração agrícola do território e avançou na produção de café, cana-de-açúcar e suco de laranja. Entre os principais fatores dessa transformação, destacam-se duas ou três safras anuais, terras mais baratas e correção de solos pobres em nutrientes.

Apesar do crescimento, especialistas ouvidos pelo Financial Times também apontaram riscos para o agronegócio brasileiro.

Atualmente, os principais obstáculos envolvem juros elevados, queda dos preços das commodities e aumento dos custos dos fertilizantes.

Esse insumo ficou mais caro após a guerra entre Irã e Israel.

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