Fernandinho entrou na mira do governo americano antes do Comando Vermelho, classificado como organização terrorista. Ligação com as FARC levou à sanção.
A data de nascimento de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, tornou-se uma coincidência curiosa na trajetória criminosa de um dos chefes do Comando Vermelho (CV). Nascido em 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, ele acabou ligado ao país que investigou suas atividades no tráfico internacional de cocaína. Seus crimes o colocaram oficialmente na mira econômica do governo americano em 31 de maio de 2002. Na ocasião, foi classificado como um dos principais traficantes estrangeiros de drogas com base na “Foreign Narcotics Kingpin Designation Act”, a Lei de Designação de Chefes do Narcotráfico Estrangeiro. O governo americano identifica grandes traficantes internacionais e, além de tentar prendê-los e processá-los, impõe sanções econômicas para restringir o acesso deles a recursos financeiros. Embora o nome apareça grafado de forma errada, com a troca do “z” de Luiz pelo “s”, os documentos não deixam dúvida sobre os crimes atribuídos ao traficante, como tráfico internacional de drogas e conspiração.

