Com a chegada dos meses mais quentes e úmidos, um velho conhecido volta a preocupar autoridades de saúde no Brasil: o escorpião. O aumento da temperatura cria condições ideais para a atividade desses animais, que se adaptam com facilidade ao ambiente urbano. O resultado é um crescimento nos registros de acidentes envolvendo escorpiões, especialmente em áreas residenciais.
O envenenamento por escorpião, conhecido como escorpionismo, ocorre quando o animal injeta sua substância tóxica pelo ferrão, o que pode causar desde dor intensa até complicações graves, principalmente em crianças. Por essa razão, é importante sempre estar preparado. A seguir, saiba como reconhecer os riscos, como agir em caso de picada e quais medidas tomar para se prevenir no dia a dia.

lgumas espécies se adaptaram com extrema eficiência ao ambiente urbano, encontrando abrigo em entulhos, esgoto, ralos, frestas e dentro de calçados e roupas guardadas.
No Brasil, os escorpiões de maior importância em saúde pública pertencem ao gênero Tityus. Entre eles, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é o que mais preocupa. Presente em todas as macrorregiões do país, ele apresenta o veneno mais perigoso e um uma capacidade incomum de reprodução, que dispensa a presença de machos, facilitando sua rápida expansão nas cidades.
Outras espécies, como o escorpião-marrom (Tityus bahiensis), o escorpião-amarelo-do-nordeste (Tityus stigmurus) e o escorpião-preto-da-amazônia (Tityus obscurus), também estão associadas a acidentes, com distribuição variada pelo território nacional. Crianças formam o grupo mais vulnerável, já que pequenas quantidades de veneno podem provocar quadros graves de saúde.

