O crescimento do turismo internacional no Brasil ganhou um novo protagonista em 2025: a China. De janeiro a novembro, o número de turistas chineses no país avançou 34%, saltando de 70,4 mil para 94,4 mil visitantes em apenas 11 meses.
A princípio, o volume já supera todo o fluxo registrado em 2024 e sinaliza uma mudança relevante no perfil do turismo receptivo brasileiro — com impacto direto e oportunidades concretas para o Nordeste.
Com a proximidade de 2026, declarado Ano da Cultura Brasil–China, a expectativa é de expansão ainda maior desse mercado, considerado o maior emissor de turistas do mundo.
Dessa maneira, diante desse cenário, o Nordeste desponta como uma das regiões mais bem posicionadas para atrair e atender esse novo público, desde que o trade turístico esteja preparado.

Como o mercado nordestino pode se preparar
Para aproveitar esse novo fluxo de turistas, especialistas apontam que a preparação precisa ir além da promoção. Envolve adaptação de serviços, comunicação e qualificação profissional.
Entre as principais estratégias estão:
- Capacitação do trade turístico: hotéis, restaurantes, guias e operadores precisam conhecer hábitos culturais, preferências alimentares, formas de pagamento e expectativas do turista chinês.
- Comunicação e material bilíngue: sinalização, cardápios, sites e informações básicas em mandarim aumentam a sensação de acolhimento e facilitam a experiência.
- Parcerias com operadoras internacionais: integração com agências e plataformas chinesas ajuda a inserir destinos nordestinos nos principais catálogos de viagem.
- Turismo cultural e de experiência: roteiros que valorizem festas populares, patrimônio histórico, comunidades tradicionais e gastronomia regional tendem a ter alta aceitação.
- Presença digital em plataformas chinesas: além das redes globais, o público da China utiliza canais próprios, o que exige estratégias específicas de marketing digital.
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