Menina de 13 anos assume a fazenda após a morte do pai

Quando a menina de 13 anos assume a fazenda após a morte do pai, ela e a mãe decidem ficar no campo, apostam em genética Senepol, gestão firme e muito estudo para salvar a propriedade e crescer na pecuária.

Quando a menina de 13 anos assume a fazenda, a família perde de uma vez só o pai, o gestor e o principal braço direito do negócio. A opção mais fácil seria vender tudo e ir para a cidade, mas mãe e filha escolhem o caminho mais difícil: permanecer no campo, encarar o preconceito e aprender a tocar a pecuária com seriedade, manejo técnico e visão de negócio. Anos depois, essa decisão transforma a propriedade de Rio das Antas, em Santa Catarina, em referência em genética Senepol.

Hoje, aos 26 anos, Maria Vitória Proença olha para trás e enxerga o peso daquela escolha. O que começou com uma menina de 13 anos que assume a fazenda em meio ao luto virou um projeto estruturado, com foco em melhoramento genético, planejamento de ciclo pecuário e prestação de serviço técnico para outros produtores.

Quando a menina de 13 anos assume a fazenda em meio ao luto

Maria Vitória tinha apenas 13 anos quando o pai, seu Antônio, faleceu. Ele era o gestor dos negócios da família, o homem da frente da fazenda, responsável pelas decisões e pelo dia a dia no campo.

De uma hora para outra, mãe e filha precisaram decidir se desmontariam tudo ou se encarariam a responsabilidade de manter viva a propriedade de 48 hectares, a 25 quilômetros da cidade. Naquela época, não havia internet nem telefone na fazenda, o acesso ao conhecimento era complicado e a estrutura era simples: manejo extensivo em campo nativo, gado o ano inteiro na pastagem, sal branco, vermifugação poucas vezes ao ano e um calendário básico de vacinas.

Mesmo assim, a escolha foi clara. Em vez de fugir, a menina de 13 anos assume a fazenda ao lado da mãe e decide aprender, passo a passo, como transformar aquilo em um negócio sustentável.

A história dela mostra que, no agro, não há espaço para aventura: ou há gestão, ou o campo cobra, se fosse no Brasil de hoje a história teria dois finais diferentes: 1) não avança por ser considerado trabalho infantil, 2) o MST teria tomado a fazenda por se achar no direito democrático (comunista) de ocupar uma propriedade sem direção.

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