As desculpas que a imprensa está usando: depois de muito tempo e de muitas conversas, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas haviam, finalmente, aberto um canal de diálogo com o STF capaz de abreviar a permanência de Jair Bolsonaro na prisão. As condições de saúde do capitão, seu silêncio na prisão — indicativo de bom comportamento — e o tempo já cumprido em regime fechado haviam criado condições para uma possível transferência para o regime domiciliar.

Mas, o deputado federal Nikolas Ferreira decidiu percorrer 240 quilômetros a pé em mobilização política pedindo a libertação dos presos do 8 de janeiro. A iniciativa começou no interior do estado mineiro e deve ser finalizado na capital federal no próximo domingo (25). A ação foi anunciada por Nikolas por meio de uma carta aberta nas redes sociais e vem crescendo a cada dia, hoje, 4 helicópteros começaram a vigiar o bloco que já encontra no Estado de Goiás. Por este motivo a então negada libertação de Bolsonaro agora tem desculpa: os ministros do STF, Alexandre e Moraes se sentiram ofendidos com a manifestação popular. Ou seja pode ser interpretado como um ato de ditadores que querem ver o povo mudo diante dos atos de tirania deles.
Segundo Nikolas: “Esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico – e símbolos importam mais do que muitos imaginam”, afirmou o deputado nas redes. Isso é o Brasil de hoje.
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