Com presas de 4 metros, dentes adaptados para triturar gramíneas e uma massa que superava 6 toneladas, um mamute-lanoso de 10 mil anos emerge do gelo e obriga arqueólogos e paleontólogos a recontarem a história da última grande megafauna da Idade do Gelo.
Esse tipo de descoberta — ainda que semelhantes tenham sido registradas em outras partes do mundo — é rara o suficiente para provocar um debate profundo entre paleontólogos, arqueólogos e geneticistas. Os mamutes-lanosos vagaram amplamente pela Eurásia e América do Norte durante o Pleistoceno, período que se estendeu de aproximadamente 2,6 milhões a 11,7 mil anos atrás e testemunhou repetidas glaciações e a expansão de Homo sapiens pelo planeta.

Uma gigante da Era do Gelo, preservada pelo tempo
O mamute-lanoso era um dos maiores mamíferos do seu tempo: os indivíduos adultos podiam pesar mais de 6 toneladas e ter mais de 3 metros de altura no ombro, com presas curvas de até 4 metros de comprimento, adaptadas para raspar vegetação sob a neve e lutar por dominância.
Esses atributos tornaram a espécie uma figura emblemática da megafauna do Pleistoceno, convivendo tanto com felinos gigantes quanto com humanos que dominavam a arte de fabricar ferramentas de pedra.
O esqueleto recém-descoberto, com aproximadamente 10 mil anos, veio de um contexto ainda dominado pelo permafrost — solo permanentemente congelado que agiu como um conservante natural para ossos, dentes e, em alguns casos, tecidos moles. Isso permite que pesquisadores extraiam informações vitais sobre anatomia, dieta e até aspectos genéticos desses animais extintos.
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