Alagoas e Sergipe, as melhores estradas do nordeste

A mais recente Pesquisa CNT de Rodovias 2025 traz um retrato detalhado da infraestrutura das estradas do Nordeste e aponta sinais positivos para a mobilidade, a logística e o desenvolvimento regional.

A princípio, o levantamento avaliou 30.294 quilômetros de rodovias pavimentadas, entre trechos federais e estaduais, o equivalente a 26,5% de toda a malha analisada no Brasil.

Contudo, apesar dos desafios históricos, os dados mostram evolução em pontos estratégicos e colocam Alagoas e Sergipe como os dois estados nordestinos com melhor avaliação geral das estradas. Dessa forma, reforça a importância dos investimentos contínuos em infraestrutura viária.

  1. Pavimento: 31,4% da extensão avaliada tiveram classificação como Ótimo, 13,4% Bom, 37,0% Regular, 12,6% Ruim e 5,6% Péssimo. 0,7%, está com o pavimento totalmente destruído.
  2. Sinalização: 4,8% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 26,5% Bom, 43,2% Regular, 15,4% Ruim e 10,1% Péssimo. 7,1% da extensão está sem faixa central e 12,9% não tem faixas laterais.
  3. Geometria da Via (traçado): 12,6% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 21,5% Bom, 29,4% Regular, 23,2% Ruim e 13,3% Péssimo. As pistas simples predominam em 92,3%. Falta acostamento em 40,5% dos trechos avaliados. 46,5 % dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização.
  4. Pontos críticos: a Pesquisa identifica 781 na região.
  5. Custo operacional: as condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 31,1%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.
    6.Investimentos necessários: para recuperar as rodovias na Nordeste, com ações emergenciais (reconstrução e restauração) e manutenção, é necessário R$ 27,88 bilhões.
  6. Custo dos acidentes: o prejuízo gerado pelos acidentes foi de R$ 4,30 bilhões em 2024. No mesmo ano (2024), o governo gastou R$ 3,75 bilhões com obras de infraestrutura rodoviária de transporte.
  7. Meio ambiente: em 2025, estima-se que houve um consumo excessivo de 303,9 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento da malha rodoviária na região. Esse desperdício gerou um prejuízo R$ 1,75 bilhão aos transportadores e uma emissão de 803,66 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.
  8. Investimentos: do total de recursos autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária especificamente na Nordeste em 2025 (R$ 4,09 bilhões), foram investidos R$ 3,29 bilhões até novembro (80,5%).

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