Novo relator no STF altera caso Master e dá mais poder à PF

A chegada de um novo relator ao caso Master no Supremo Tribunal Federal, abriu uma nova fase na condução do processo e acentuou um debate interno sobre os limites entre supervisão judicial e autonomia investigativa. O ministro André Mendonça  afirmou a interlocutores na manhã desta quinta-feira (19.02) que a Polícia Federal terá “carta branca” para conduzir as investigações. A declaração foi recebida dentro da Corte como um sinal de mudança de postura — menos intervenção direta do gabinete do relator e maior liberdade operacional para os investigadores.

Mudança de rumo na relatoria

A nova diretriz contrasta com a linha adotada anteriormente pelo ministro Dias Toffoli, que havia estabelecido um controle mais rigoroso sobre o andamento das diligências.

Durante sua atuação, Toffoli determinou que materiais apreendidos em uma das operações permanecessem sob a guarda do próprio gabinete. Também restringiu a análise das provas a peritos previamente designados, medida vista por investigadores como um modelo atípico de centralização da apuração.

A  substituição na relatoria ocorre em momento considerado sensível, com divergências sobre até onde o Judiciário deve intervir no trabalho policial antes da conclusão das investigações.

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