1,5 ton. de tilápias apreendida em contêineres de ácido sulfúrico no Piauí

Cerca de 1,5 mil kg de tilápias vivas foi apreendido na noite de terça-feira (18) em um caminhão na BR-343, em Campo Maior. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que flagrou o veículo durante uma fiscalização noturna, um dos contêineres que transportavam os peixes foi usado para levar ácido sulfúrico.

O ácido sulfúrico é um composto químico altamente corrosivo usado na indústria, especialmente em baterias e fertilizantes. Sua ingestão causa queimaduras graves na boca, garganta e estômago. Pode levar a perfurações internas, choque e risco de morte.

Ao todo, o caminhão levava nove contêineres com capacidade de 1 mil litros cada. Eles tinham identificação para transporte de produtos perigosos, que não podem ser reutilizados para levar alimentos — mesmo após passar por limpeza ou descontaminação.

“Se você transporta um alimento em um recipiente usado para produto perigoso, ele se torna impróprio para o consumo humano. O condutor foi informado de que essa carga irregular vai ser descartada e ele vai assumir as multas fiscais”, disse o inspetor Tiago Reale, da PRF.

Quatro ocupantes do veículo, homens entre 26 e 66 anos, disseram à PRF que os contêineres foram adquiridos em Parnaíba e as tilápias foram compradas em Campo Maior, com destino final ao comércio de Parnaíba. O valor estimado da carga era de aproximadamente R$ 15 mil.

Diante da irregularidade, a PRF enquadrou o caso como crime de venda, exposição à venda ou entrega de mercadoria em condições impróprias ao consumo.

A carga foi apreendida e está sendo encaminhada para a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), em Parnaíba, para o descarte correto dos peixes.

Risco sanitário e ambiental

A gerente de trânsito da Adapi, Daniela Rabelo, afirmou ao g1 que o órgão avalia o lugar mais adequado para descartar as tilápias e preservar a saúde pública.

“Os resíduos [do ácido sulfúrico] podem ser transferidos aos animais que tiverem contato, o que pode ocasionar risco à saúde de quem consumir o pescado e ao meio ambiente”, explicou a gerente.

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