Irã ameaça Europa por inclusão da Guarda Revolucionária em lista terrorista

O governo do Irã acusou a União Europeia de hipocrisia e ameaçou reagir à decisão do bloco de incluir a Guarda Revolucionária iraniana na lista de organizações terroristas. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (29), a chancelaria classificou a medida como um “movimento perigoso”. A decisão foi anunciada mais cedo pela chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, no contexto da repressão de Teerã aos protestos contra o governo nas últimas semanas. Segundo ONGs, mais de 6 mil pessoas morreram.

“Os ministros das Relações Exteriores da UE acabaram de dar o passo decisivo de designar a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista. Qualquer regime que mata milhares de seus próprios cidadãos está caminhando para a própria destruição”, afirmou Kallas.

O bloco também anunciou sanções contra o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, o procurador-geral e dirigentes da Guarda Revolucionária.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Irã, a decisão é “ilegal e injustificada”. O governo iraniano criticou ainda a classificação de uma instituição militar oficial de um país como organização terrorista. No comunicado, a chancelaria iraniana afirmou que a justificativa da União Europeia, baseada em preocupações com direitos humanos, é uma “mentira descarada” e um ato de hipocrisia.

O Irã declarou ainda que “reserva seus direitos legítimos e legais” de adotar medidas recíprocas em resposta à decisão europeia.

A Guarda Revolucionária do Irã já é considerada uma organização terrorista pelos Estados Unidos, Canadá e Austrália.

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