Nicolás Maduro: quais são as acusações contra ele nos Estados Unidos

Uma nova acusação suplementar do Tribunal do Distrito Sul de Nova York atribui ao presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) 4 crimes relacionados ao tráfico de drogas. O documento foi revelado na íntegra pela chefe do Departamento de Justiça dos EUA (Estados Unidos), Pam Bondi, no sábado (3.jan.2026) por volta das 10h no horário local.

No sábado (3.jan), Maduro foi capturado por forças militares norte-americanas durante operação realizada na madrugada em Caracas, capital da Venezuela. Ele e a mulher, Cilia Flores, foram detidos e levados para Nova York.

Além de Maduro e da ex-primeira-dama Cilia Flores, são réus da ação o ministro do Interior, Diosdado Cabello; o ex-ministro do Interior e da Justiça (2002-2008) Ramón Rodríguez Chacín; o filho de Maduro, Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”; e Hector Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apontado como líder da organização criminosa Tren de Aragua, classificada como terrorista pelos EUA. O documento foi assinado por Jay Clayton, promotor do Tribunal Sul do Distrito de Nova York, e pelo presidente do júri, cujo nome foi mantido em sigilo. Segundo a acusação, de 2004 a 2015, Maduro e Flores “trabalharam juntos no tráfico de cocaína” e ordenaram “sequestros, espancamentos e assassinatos” contra aqueles que deviam dinheiro ao tráfico de drogas ou prejudicavam as operações, incluindo a ordem para matar um chefe do tráfico de Caracas. De acordo com o documento, Maduro e os outros 5 réus tinham relações com o Tren de Aragua, com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o ELN (Exército de Libertação Nacional), da Colômbia; com o Cartel de Sinaloa e “Los Zetas”, do México.

1 – Conspiração de Narcoterrorismo.

São apontados como réus deste crime Maduro, Cabello e Chacín. Segundo a acusação, esses 3 réus conspiraram por mais de 25 anos para violar a Lei de Drogas dos EUA com o objetivo de distribuir “5 kg ou mais” de cocaína. O texto sustenta que eles tinham o conhecimento de que o dinheiro do tráfico iria para as organizações estrangeiras designadas como terroristas pelos EUA – TdA, Farc, ELN e os cartéis mexicanos.

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